
Como montar uma vitrine de terrenos no Google My Maps (passo a passo para corretores)
Resposta rápida: dá para montar uma vitrine de terrenos gratuita no Google My Maps em uma tarde. Você cria um mapa, separa os terrenos em camadas (disponíveis, em negociação, vendidos), preenche uma ficha em cada ponto com fotos, área, zoneamento e preço, e depois compartilha o link ou incorpora o mapa no seu site. O cliente vê tudo onde a decisão realmente acontece: no mapa.
Na Solo, a gente trabalha com terreno todo dia. E uma coisa ficou clara: ninguém compra terreno olhando uma lista. Compra olhando onde ele está, o que tem em volta e o que dá para fazer ali. Portal mostra anúncio; mapa mostra contexto. Este guia é o primeiro passo do método que usamos.
O que é o Google My Maps?
O Google My Maps é uma ferramenta gratuita do Google para criar mapas personalizados, com pontos, linhas, áreas e camadas. Cada mapa pode ter até 10 camadas (Ajuda do My Maps), pode ser compartilhado por link ou deixado público e pode ser incorporado em um site (Ajuda do My Maps). Não precisa instalar nada: basta uma conta Google e o navegador.
Por que um corretor deveria ter a própria vitrine em mapa?
Contexto vende terreno. Acesso, vizinhança, comércio, escolas e vias ficam visíveis na hora.
Você deixa de alugar a vitrine. No portal, seu anúncio divide a tela com o concorrente. No seu mapa, só aparece o seu portfólio.
Apresentação mais profissional. Mandar um link de mapa organizado pelo WhatsApp é diferente de mandar 15 fotos soltas.
Base para crescer. O mesmo mapa vira página no seu site, peça de Instagram e material para investidor.
Passo a passo: sua vitrine de terrenos em 6 etapas
1. Crie o mapa
Entre em mymaps.google.com, clique em Criar um novo mapa, dê um nome claro (ex.: "Terrenos disponíveis — Zona Oeste | Seu nome") e escreva uma descrição de uma linha (Ajuda do My Maps).
2. Organize em camadas
Use as camadas como "prateleiras". Uma estrutura que funciona bem:
Disponíveis: terrenos ativos para venda.
Em negociação: mostra movimento e gera prova social.
Vendidos: histórico e credibilidade.
Entorno: pontos de interesse, como metrô, escolas e shoppings.
Off-market: num mapa separado, compartilhado só com investidores.
3. Marque cada terreno
Pesquise o endereço ou solte o pino no lote. Para mostrar o contorno, use a ferramenta de desenhar linha ou forma e delimite o perímetro aproximado.
4. Preencha a ficha do terreno
Em cada ponto, padronize as mesmas informações:
Área total (m²) e testada
Zoneamento e uso permitido (confira sempre na legislação do município)
Preço pedido e preço por m²
Situação da documentação (matrícula em ordem?)
2 a 4 fotos e um link de vídeo
Seu contato de WhatsApp
Padronizar é o que transforma um mapa de pinos em uma vitrine.
5. Dê estilo
Use a opção Estilo da camada para colorir os pontos por status ou por faixa de preço: o My Maps permite agrupar e colorir por coluna de dados. Verde para disponível, amarelo para negociação, cinza para vendido. O cliente entende em um segundo.
6. Compartilhe e incorpore
Em Compartilhar, escolha "Qualquer pessoa com o link" ou "Público na Web". Para colocar no seu site, deixe o mapa público e use Incorporar a meu site, copiando o código HTML (Google Earth Outreach). Defina também a visualização padrão, para o mapa abrir já na região certa.
Erros mais comuns
Expor dado sensível. Endereço exato de terreno off-market ou dado do proprietário não vai em mapa público. Use um mapa separado, compartilhado só com quem você escolher.
Fichas incompletas. Ponto sem preço ou sem área gera mensagem, mas não gera confiança.
Mapa abandonado. Terreno vendido que continua como "disponível" queima sua credibilidade. Reserve 15 minutos por semana para atualizar.
Camadas demais. O limite é 10, mas para o cliente 3 a 5 já bastam.
E depois do mapa?
O mapa é a base. O passo seguinte é transformá-lo em canal: link na bio, página no site, material para investidor e, principalmente, rede. É isso que ensinamos no Método Google Maps Imobiliário, o curso da Solo Landbank para corretores, loteadores e incorporadores que querem ter a própria vitrine e se conectar a investidores sem depender de portal.
Perguntas frequentes
O Google My Maps é gratuito?
Sim. Basta uma conta Google. Não há assinatura para criar, compartilhar ou incorporar mapas.
Quantos terrenos cabem em um mapa?
Cada mapa aceita até 10 camadas. Para portfólios grandes, o mais prático é dividir por região, com um mapa para cada uma.
Posso colocar o mapa no meu site ou no Wix?
Pode. Deixe o mapa público, use "Incorporar a meu site" e cole o código HTML num bloco de incorporação do seu site.
O cliente precisa ter conta Google para ver?
Não, desde que o mapa esteja como "Qualquer pessoa com o link" ou "Público na Web".
Qual a diferença entre My Maps e Google Earth?
O My Maps serve para organizar e compartilhar seu portfólio em um mapa. O Google Earth é mais forte para ver relevo, imagens históricas e o entorno em 3D. Os dois se complementam (leia: Google Earth para o mercado imobiliário).
Sobre o autor
Francisco Giliarde é arquiteto e urbanista pela PUC-Campinas, com especialização em Urbanismo e o Futuro das Cidades pela mesma instituição. Combina experiência em planejamento urbano, gestão pública e projetos arquitetônicos com tecnologia e inteligência geoespacial aplicada à tomada de decisão.
Atuou na revisão de planos diretores e legislações urbanísticas, em projetos de revitalização do Centro Histórico de São Luís e na gestão de obras e planejamento de Águas de Lindóia, onde também presidiu o Conselho da Cidade. Como consultor do Sebrae/FESPSP, contribuiu para a implantação da viabilidade locacional em municípios paulistas e para o desenvolvimento de uma metodologia nacional de uso, ocupação e parcelamento do solo.
Cofundador da Solo Landbank, startup acelerada pela ACE Startups, conecta proprietários de terrenos a empreendedores por meio de dados e análise territorial.
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